Tratamento de esgoto de Mauá é referência em eficiência 

Indicador de 87% é destaque com um dos melhores índices na prestação de serviços de esgoto da Região Metropolitana de São Paulo. 

O tratamento de esgoto é uma medida de saneamento básico essencial para a garantia da saúde e da qualidade de vida da população. Por meio deste serviço são afastados os riscos de contaminações por doenças relacionadas ao saneamento ambiental (DRSAI) e preservados os rios e mananciais dos municípios. Em Mauá, o tratamento de esgoto é um serviço executado pela concessionária BRK, por meio da operação de uma estrutura que contempla uma estação de tratamento (ETE Mauá), cinco unidades de bombeamento e mais de 614 quilômetros de redes de coleta que transportam o esgoto dos imóveis da cidade para o devido tratamento. 

Com foco na universalização dos serviços de coleta e tratamento de esgoto, a empresa iniciou em 2021 a implantação de uma nova estação elevatória de esgoto no bairro Recanto Vital Brasil. Conhecida como estação elevatória do Guaió, por ter impacto direto na recuperação da sub-bacia do rio Guaió, a estrutura irá beneficiar cerca de quatro mil famílias.  

Atualmente, por dia, mais de 55 milhões de litros de esgoto são recebidos in natura na estação da BRK em Mauá, tratados e devolvidos adequadamente aos rios e córregos do município. Há pouco mais de duas décadas, a cidade contava com o indicador de 76% de coleta e o índice de tratamento do efluente era de 0%, ou seja, Mauá não tratava seu esgoto. Desde 2015, com o início de operação da ETE – Mauá – o município se destaca com um dos melhores índices na prestação de serviços de esgoto da Região Metropolitana de São Paulo, com indicadores de 93% de coleta e 87% de tratamento. 

A Estação de Tratamento de Esgoto de Mauá conta com três tanques de tratamento, que operam em ciclos de quatro horas e têm capacidade para tratar uma vazão de 375 litros por segundo cada um, totalizando 1.125 litros por segundo. Isso significa que o volume de cada tanque é de quase 19 milhões de litros, ou seja, os três juntos equivalem a 24 piscinas olímpicas. 

O modelo de tratamento adotado na ETE – Mauá é chamado de Advanced Sequencing Batch Reactor (ASBR) ou Reatores de Batelada Sequenciais Avançado. Essa é uma tecnologia canadense que opera através de ciclos operacionais pré-estabelecidos e dispensa a utilização de produtos químicos. Portanto, todo o tratamento é feito de forma biológica, da mesma forma que a natureza faz em seus processos de decomposição, garantindo que o efluente tratado volte para rios e córregos livre de poluentes.  

O tratamento do esgoto ocorre por etapas. Na primeira delas, o esgoto bruto coletado é bombeado para a ETE Mauá, onde os resíduos maiores são retidos por meio de um processo chamado gradeamento. Na sequência, o esgoto passa pelo processo de remoção de areia e é encaminhado para os biorreatores, onde o tratamento biológico tem início. Nessa fase, microrganismos se encarregam de eliminar os poluentes.  Para que isso aconteça, é necessário um fluxo de ar dentro dos biorreatores, controlado por cinco sopradores que suprem a necessidade de oxigênio e permitem que os microrganismos removam os poluentes orgânicos.  

Ao final desse processo, a parte líquida, já tratada e com a qualidade exigida pelas normas legais, é separada da parte sólida e lançada no leito do rio Tamanduateí. O resíduo sólido, por sua vez, é encaminhado para o aterro sanitário, sem prejuízo ao meio ambiente.  

O gerente de operações da BRK em Mauá, Bruno Gravatá, explica que as exigências ambientais, cada vez mais rigorosas, têm demandado processos de tratamento também cada vez mais complexos e eficazes. “A tecnologia adotada em Mauá proporciona um processo de tratamento que além de atender às eficiências legais de meio ambiente, demonstra um importante salto em inovação e qualidade do esgoto tratado, uma preocupação da concessionária em oferecer serviços de saneamento muito além do básico para a população”, destaca. 

O sistema adotado na ETE – Mauá conta com máxima eficiência do tratamento de esgoto, com uma média anual de remoção de matéria orgânica do efluente na estação acima dos 90% desde o início da operação. Isso significa devolver um efluente mais limpo para os rios e córregos.  

“Ao atingirmos essa eficiência percebemos uma expressiva melhora na qualidade da água do rio Tamanduateí, que nasce em Mauá, e de seus afluentes. Temos um compromisso com a cidade e o nosso principal objetivo agora é a universalização da coleta e do tratamento de esgoto”, explica Bruno Gravatá, gerente de operações da BRK em Mauá.  

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