O investidor brasileiro na panela de pressão

Os mercados domésticos vêm sofrendo pressões de todos os lados, que parecem só crescer ou se alternar. Do risco político ao fiscal, da variante delta ao Afeganistão, das incertezas quanto ao fim dos estímulos nos Estados Unidos à inflação local e a consequente alta na taxa Selic.

Vemos pressão na bolsa com a queda sobretudo das ações mais sensíveis à alta da Selic, como as das empresas de tecnologia; nos juros, com o aumento do risco-país e da inflação, o que já pesa no custo dos financiamentos; e também no câmbio, que embora até tivesse razões para se apreciar, continua fraco, com todos os riscos locais.

As reportagens que se destacaram na última semana são exemplares desta pressão que o investidor brasileiro vem sofrendo.

Tem gestora que ganhando dinheiro com aposta na queda de ações; orientações para quem quer comprar imóvel financiado e ainda aproveitar taxas amigáveis; análise das ações tech massacradas na bolsa; e até gestor dizendo que a bolsa brasileira está barata – mas não atrativa.

A panela de pressão pode até não explodir – por sinal, se usada corretamente, a chance de isso acontecer é bem baixa -, mas certamente faz o investidor passar um calor.

A notícia boa é que, apesar de tudo, no fim da semana os mercados tiveram um alívio vindo do exterior, o que deu espaço para o Ibovespa fechar a semana no azul e voltar a ficar positivo no ano.

Julia Wiltgen

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