FORD Agora FORA!!

“Quem Só Pensa em Incentivo Fiscal Não tem Compromisso com Produção”.

Todo governante, seja municipal, estadual ou federal, tem a responsabilidade de fazer a gestão priorizando o bem estar da população. Uma Política Tributária Conservadora poderá ter muito mais ônus do que bônus para empresários e, consequentemente, para a sociedade. Há, no Brasil, uma discussão incessante acerca da necessidade de uma Reforma Tributária que possa equilibrar a balança econômica uma vez que sem isso a política fiscal se torna inadequada. Quando o gestor público não tem capacidade de entender “o peso da mão do estado” contra o setor produtivo continuará haver desestímulo à novos investimentos. O empresariado busca, naturalmente, as melhores condições para se instalar, produzir e comercializar em contrapartida às suas obrigações legais e sociais. A sociedade também discute tal incapacidade para revisar seus conceitos econômicos e tributários quando não atualiza a “Tabela do Imposto de Renda”, que indiretamente é um “aumento de imposto” para toda sociedade contributiva. “Quando a inércia impera a surpresa assusta”!! É difícil ouvir, de governantes e representantes empresariais, que “a informação da saída da Ford nos pegou de surpresa”. Foi o que se veiculou nos grandes meios de comunicação por parte de governantes, líderes sindicais e representantes empresariais. Pois bem, é possível imaginar que uma empresa deste porte, há tanto tempo no país, com tantos funcionários, alta movimentação financeira e também contábil possa ter se organizado em sigilo sobre sua saída do país. A inércia existiu. O que resta aos governos, dos 03 poderes, é avaliar o impacto que tal decisão acarretará na cadeia produtiva com reflexos consideráveis na economia, bem como na taxa de desemprego. Diante do atual momento social com a “pandemia do coronavirus”, onde o setor produtivo já reduziu drasticamente seus níveis de produção, há que se preparar para as incertezas pois prejudicará, e muito, os trabalhadores e suas famílias. Não há “auxílio emergencial” que dure para sempre e assim a sociedade aguarda que o governo tenha posição mais adequada à sua responsabilidade como gestor público. “Não Há Incentivo Fiscal que Sobreviva à Incapacidade na Gestão”!!

Lamartine Dourado

Economista e Consultor

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