No último dia 25 de Outubro, dia de votação do 2º Turno O mundo ficou surpreso. O fato discutido com muita ênfase foi o crescimento de votos do presidente Luís Inácio Lula da Silva – PT sobre o senador Flávio Bolsonaro – PL. O pleito do 1º turno foi vencido pelo senador do PL com 56.104.503 votos contra 53.879.538 do presidente Lula – PT representando 47,03% e 45,16% respectivamente. O surpreendente está no fato do presidente Lula ter alcançado 64.256.232 votos ou, 51,79% crescendo numericamente 10.376.694 votos e 6,63% enquanto seu opositor alcançou 59.826.041 votos ou 48,21% e numericamente 3.721.538 votos ou só 1,18%. Pergunta-se: “o que ocorreu na campanha do presidente”? Naquele momento, e com ambiente negativo, avaliava-se novos rumos e evitar erros do 1º turno. A campanha mudou radicalmente seu formato a partir de 03 fatos, quais foram: 1) Trocou a coordenação incluindo governadores do Nordeste; 2) Apostou em campanha digital, coordenada por André Janones, deputado federal – Rede (MG) que criou o “exército do Lula”, grupo de WhatsApp que chegou alcançar 11 Milhões de inscritos; 3) Convocação da juventude e pessoas 70+, não obrigadas a votarem, e milhões que não votaram no 1º turno. A campanha tomou nova cara mesclando capacidade digital e interlocução com jovens. Ao mesmo tempo, passa a abordar aspectos de dúvidas quanto preservação de direitos, soberania nacional, democracia e liberdade. Iniciava-se também grandes movimentos de rua com a juventude e com participação de artistas, influenciadores, políticos da direita, e criando “mote” de campanha para o “combate ao extremismo e entreguismo bolsonarista em relação às reservas minerais brasileiras chamadas terras raras”. Tal movimento chamou atenção e se fortalece com declarações espontâneas de pessoas 70+ sobre votar contra o retrocesso. Muitas pessoas, que não votaram no 1º turno, afirmavam que votariam no 2º turno. Neste último caso não se sabia a opção. Assim, paradigmas foram quebrados pois redes de comunicação falavam em “quase impossível” reviravolta no 2º turno de quem perdeu o 1º turno, perdeu em MG e que não ampliou base de acordos, seria improvável ganhar no 2º turno. Ficou provado que movimentos de massa, organizados, podem quebrar regras e tabús colocados “goela-abaixo” por veículos de comunicação em massa. Aceita, pois, é verdade.
Lamartine Dourado
Economista e Consultor Tributário
