O presidente Luiz Inácio Lula da Silva – PT viajou para os Estados Unidos na última quarta-feira, 6 de maio, à tarde, para cumprir agenda com o presidente Donald Trump – Republicanos na quinta-feira 07/05. O encontro com o presidente Trump focará temas como terras raras, comércio internacional (EUA, atualmente, tem vantagem na balança comercial), segurança pública que discutirá a classificação de organizações criminosas internacionais (no Brasil, o PCC e Comando Vermelho) como “organizações narco-terroristas”. O Brasil não concorda com tal classificação por entender que essas organizações criminosas não atuam com objetivos políticos ou “tomada de poder através da força”. Ainda, especialistas que discutem relações internacionais, de segurança pública, bem como analistas políticos entendem que a classificação americana, ora em discussão, pode afetar economias de diversos países pois muitas empresas envolvidas em comercialização poderão sofrer ações judiciais. Mais grave ainda que está na possibilidade desta regra “permitir possível invasão dos EUA em países que possam estar acolhendo as “organizações narco-terroristas” como ocorreu na Venezuela para captura do então presidente Nicolás Maduro e também sua esposa. O presidente Donald Trump – Republicanos, tem mantido relações conflituosas, inclusive com poderio bélico, com diversas nações justificando-se que “defende a economia dos EUA” ampliando tarifas comerciais e também barreiras comerciais fato que tem gerado dúvidas sobre o real motivo uma vez que, em declarações públicas, tem mostrado interesse em questões políticas, tecnológicas (fintech’s) e também riquezas minerais (terras raras). O Brasil tem mostrado, através da diplomacia qualificada e estratégica que está passo à frente da política internacional dos EUA, principalmente porque busca, com orientação do presidente Lula, uma política multilateralista focada na paz mundial e combate à desigualdade. Portanto a “visita de Lula à Trump” poderá ser bem positiva e poderá contribuir muito para menor escalada americana contra nações “tecnicamente inferiores em poder bélico e econômico”. Enfim, as relações Brasil x EUA sempre foram de alto nível e tudo indica que se manterão da mesma forma.
Lamartine Dourado Cavalcante
Economista e Consultor Tributário
