No bastidor do sucesso: As enfermeiras que são fundamentais no combate à pandemia em Ribeirão Pires


Patrícia Bezerra e Joyce Costa começaram a trabalhar juntas em 2021 e superaram o maior desafio de suas carreiras, levando à cidade como destaque na mídia nacional

Elas ajudaram (e ainda são fundamentais) no combate à pandemia da Covid-19 em Ribeirão Pires. Uma é responsável por toda a logística de recebimento, distribuição e dados da Vigilância à Saúde do Município. A outra, que durante a campanha de vacinação que colocou Ribeirão Pires como destaque nacional na mídia, ganhou até fama, hoje é responsável também pelo fechamento da imunização. O que elas têm em comum ? Ambas são enfermeiras.

Patrícia Bezerra da Silva e Joyce Camargos Costa começaram a trabalhar juntas em 2021 na Secretaria de Saúde. Um ano antes, surgiu o grande desafio de suas carreiras: A Pandemia da Covid-19 e depois a maior campanha de imunização da história do País. “Foi tudo muito novo, não sabíamos muito bem o que era e a todo o momento os protocolos mudavam, o que deixava os profissionais de saúde nervosos e confusos”, relatou Patrícia sobre as primeiras semanas de trabalho já no estado de Pandemia declarado pela OMS.

O dia a dia, sempre corrido, misturava a responsabilidade de cuidar do próximo e ao mesmo tempo se cuidar para não ser contaminada pela doença que não tinha piedade de seus escolhidos. “ Saíamos de casa, no serviço nos paramentávamos, mas tínhamos que voltar para casa. O maior medo era de contaminar os nossos parentes”, comenta Joyce, que não escapou de pegar a doença.

A rotina também era completamente diferente: Se por um lado Joyce acrescentou um paramento por cima de seu jaleco e aplicava centenas de vacinas durante o dia, Patrícia teve a missão de digitar no sistema a triste dor de milhões de familiares: A contabilidade dos óbitos de munícipes.

“Cada pessoa é uma história. Os primeiros óbitos do Covid nós fazíamos visita domiciliar para informar o motivo do óbito. Nós fazíamos também o monitoramento da família, então durante sete dias eu ligava todos os dias para os familiares”, explicou Patricia. No sistema os óbitos, e fora dele a esperança com cada aplicação. “As pessoas passavam esse sentimento. Haviam pessoas que iam tomar a vacina e havia perdido um familiar. Então a vacina representava ela e o familiar que foi levado pela doença. As pessoas se emocionavam”, relatou Joyce.

E neste dia internacional da enfermagem, para elas a comemoração se reflete em gratidão. “Por tudo que passamos, por estar aqui, por estar viva”, comentaram. Já que a enfermagem significa: “trabalho humanizado, o cuidado com excelência”, afinal, elas continuam protagonizando o sucesso da cidade de Ribeirão Pires no combate à pandemia da Covid-19.

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