Deputada Márcia Lia solicita informações de inquérito da morte de transexual Priscila Diva

Ela foi encontrada morta em Mairiporã, em março deste ano

A deputada estadual Márcia Lia está cobrando da Secretaria de Estado de Segurança Pública informações sobre o inquérito que investiga a morte da transexual Priscila Santos, conhecida com Priscila Diva, de 29 anos, no mês passado. Moradora de Perus, em São Paulo, ela saiu de casa para passear no dia 17 e ficou dias desaparecida até o dia 22, quando seu corpo foi encontrado já em estado de decomposição em uma represa em Mairiporã. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Franco da Rocha.

“A morte da Priscila Diva foi brutal e se enquadra no perfil da maioria dos homicídios contra pessoas transgênero: um crime de ódio, com requintes de crueldade e de extremo sofrimento para a vítima. Precisamos dar uma resposta para a família e para toda a comunidade LGBTQIA+ que, em momentos como este, se vê diante do medo e da insegurança, uma vez que se trata de uma ameaça a um coletivo”, fala a deputada Márcia Lia.

A parlamentar protocolou o requerimento de informação 263/2022 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) esta semana, com encaminhamento ao secretário General Camilo Pires de Campos, da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

No documento, ela solicita dados deste homicídio e de outros crimes de ódio que vitimaram travestis e pessoas transgênero. Inicialmente, a deputada pergunta se foi aberto inquérito policial para investigar os fatos que envolvem a morte de Priscila Diva, se existem suspeitos do crime e se a autoridade policial que atendeu a ocorrência foi ouvida pela Polícia Civil.

Ainda sobre este crime, a deputada requer a apuração dos crimes e a apresentação dos documentos do que já foi levantado de informação até o momento.

Preocupada com a comunidade LGBTQIA+, em especial travestis e pessoas transgênero, a deputada cobra do Governo do Estado ações preventivas e políticas públicas de proteção a pessoas que possam ser vítimas de outros crimes de ódio como o que vitimou Priscila Diva. “O Brasil continua liderando a triste estatística de país que mais mata LGBTs e país onde uma pessoa trans tem estimativa média de vida de 34 anos. E São Paulo é o Estado que mais registra este tipo de caso. Isso precisa mudar urgentemente. O Estado precisa apresentar políticas públicas de segurança destas pessoas, precisa de ações efetivas que preservem a vida de travestis e pessoas transgênero”, reforça a deputada.

O requerimento de informação ainda solicita dados estatísticos de crimes contra transexuais, com números gerais, números regionais e tipos de crimes no primeiro semestre deste ano.

“Priscila Diva foi uma das primeiras mulheres transexuais de Perus, foi pioneira na luta contra a transfobia e pelo empoderamento das pessoas transgênero. Sua luta e sua existência marcaram muitas vidas, e nós vamos trabalhar para que este crime não fique impune”, finaliza da deputada Márcia Lia. “Priscila Diva, presente!”

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