Três minutos. Esse é o tempo programado para o discurso dos líderes mundiais — entre eles Jair Bolsonaro — que participam da Cúpula do Clima nesta quinta-feira.
Nesse curto espaço de tempo, o presidente brasileiro terá o desafio de reverter a imagem negativa do país no exterior com a agenda ambiental, amplificada depois que as imagens da Amazônia em chamas rodaram o mundo.
O encontro promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, é apontado como a última oportunidade de o governo brasileiro mostrar que tem condições de lidar com o desmatamento da floresta e dar sua contribuição na questão climática.
Mas para Rubens Ricupero, um dos principais especialistas em questões diplomáticas e ambientais do país, as chances de Bolsonaro ser bem sucedido nessa missão são pequenas.
O ex-ministro da Fazenda e do Meio Ambiente e diplomata até aponta alguns sinais positivos recentes, como a mudança no ministério das Relações Exteriores.
Ele entende, porém, que o governo pratica o oposto do que defendeu na carta enviada ao presidente norte-americano, na qual pediu apoio para zerar o desmatamento ilegal no Brasil até 2030.
Em entrevista ao repórter Kaype Abreu, o ex-ministro também fez duras críticas à gestão Bolsonaro na área econômica, e disse que o dólar só vai cair “quando entrar um governo menos lunático”.
Vinícius Pinheiro
