Mauá em Pedaços!

Bem, é importante registrar que o objetivo desse artigo é refletir os momentos por qual passa a cidade de Mauá, tanto na questão social e econômica quanto na política e urbana. Pensar o número de habitantes atual dessa cidade e comparando com 20 anos atrás denota um grande crescimento com pontos negativos e positivos. Do lado positivo pode-se registrar sua evolução econômica e administrativa. Do lado negativo pode-se registrar um forte crescimento das desigualdades sociais por mais que os governos tenham investido na área social. Assim o crescimento econômico poderia dar maior sustentação aos projetos e programas sociais, mas como a sociedade tem visto parece que o legislativo quer limitar ações nesse sentido ao bloquear decisões do prefeito em relação às receitas, que são base para as demandas do povo. Na questão politica e urbana volta-se 20 anos atrás para avaliar que o ordenamento urbano era regra para se projetar uma “cidade do futuro”, tanto é que foi a partir dessa leitura que o centro da cidade sofreu uma grande transformação com regulamentação de comércios irregulares (camelôs), construção de um local apropriado para esse comércio (shopping popular) e também a procura de empresas que queriam investir na cidade culminando, inclusive, com a construção do shopping center “Mauá Plaza Shopping”. A leitura do tempo carrega uma série de questões que podem ser associadas a questão política pois a cidade, a partir de 1997 até 2004 foi administrada por um partido de esquerda que tinha como prioridade a área social, mas sem esquecer da questão econômica. Nos quadros desse partido existiam lideranças tradicionais da cidade na luta por habitação, saúde, educação, emprego, entre outros. Mas como os tempos mudam, as pessoas também e isso fez com que muitas dessas lideranças buscassem espaços políticos em outros partidos, vez que se viam alijados de seus sonhos e objetivos. Muitos voltaram depois de constatar que sua mudança não surtiu efeito. Hoje ainda existem lideranças, não tão históricas, em outros partidos na busca por seu objetivo mas o que se vê são pessoas com histórias em partidos divergentes. Dessa forma, o que a sociedade espera e que “ao menos” possam olhar para a cidade de forma coletiva pois as necessidades sociais e econômicas não tem “carimbo” de esquerda, direita, centro, ou qualquer lado. A sociedade só quer “viver na sua cidade”. É isso!!

Lamartine Dourado
Economista e Consultor Tributário

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