O Berço do Racismo

Os últimos acontecimentos racistas que estão se difundido nas Redes Sociais, não estão mostrando o aumento, mas apenas expondo aquilo que sempre aconteceu, mas estava oculto, porem o universo midiático está colocando às claras.

Se não bastasse, também temos casos de pessoas que acreditam que a localidade onde moram ou o diploma que conquistaram, são suficientes para rebaixar outras pessoas, como no fato em Alphaville do homem que insultou o policial em frente sua casa, da mulher no Rio de Janeiro, que não aceitou que o seu companheiro fosse tratado como cidadão e afirmava que ele era engenheiro civil, bem como o desembargador na cidade de Santos que dentre outras coisas, chamou o guarda municipal de analfabeto, quando usar esse termo é uma vergonha ao Estado, que deveria promover a alfabetização a mais de 11 milhões de analfabetos, maiores de idade que ainda temos no Brasil.

Voltando ao racismo, não faltam casos. Tivemos recentemente vários exemplos que ganharam notoriedade, como o entregador por aplicativo que foi humilhado pelo rapaz num condomínio de luxo, que insistia de que ele tinha inveja do local onde morava e da cor de sua pele. O caso foi encerrado pela simples alegação de que Mateus (o agressor), era esquizofrênico.

Houve também um jovem negro que foi vítima de racismo, ao tentar trocar relógio em um Shopping do Rio. Ele errou no presente de Dia dos Pais, ao adquirir um relógio digital dourado, e foi trocá-lo na loja, após descobrir que o pai preferia um analógico e prateado. Quando chegou ao estabelecimento, com a nota fiscal em mãos, para trocar o presente, percebeu que dois homens não paravam de olhar pra ele. Minutos depois, o abordaram e disseram que precisavam conversar com ele. Com medo, o rapaz não quis sair da loja, mas foi levado a força para um canto e agredido. Um vídeo gravado por testemunhas e postado em Redes Sociais, mostra a violência com que foi tratado. Matheus foi imobilizado e já no chão, um dos homens aponta uma arma para o entregador.

Para concluir, também aconteceu na cidade de Brasília. O delegado da Polícia Civil do Distrito Federal, Ricardo Viana foi empurrado, chamado de “macaco” e “viado”. O agressor arremessou uma sandália contra ele, que estava acompanhado da filha de 15 anos. Quando percebeu que se tratava de um delegado e recebeu voz de prisão, tentou fugir, mas foi alcançado e detido por uma equipe da Polícia Militar.
São casos assim, que demonstram que o racismo ainda está vivo, porem nenhuma criança nasce racista. Muitas vezes é fruto das lições aprendidas dentro de casa, por indivíduos que ainda acreditam que a cor da sua pele, lhe imputam alguma superioridade. Devemos lembrar que, se tirada a melanina do tecido de qualquer indivíduo, cuja principal função é a pigmentação e proteção contra a radiação solar, será impossível saber qual era a cor da pele de qualquer ser humano sobre a face da terra. Portanto o racismo ainda permanece ativo em nossa sociedade, e por isso deve ser combatido com o dobro da intensidade das ofensas que disseminam.

 

Lois Gonçalves

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