O povo brasileiro está estarrecido com a crise institucional gerada pelo ministro André Mendonça, do STF – Supremo Tribunal Federal indicado do Bolsonaro pai. Por que estarrecido? Porque por mais que seja prerrogativa do presidente para composição da suprema corte não pode virar “moeda de troca” entre quem indicou e quem foi indicado. Questões éticas são necessárias à pessoa que deverá compor o STF – Supremo Tribunal Federal mas o ministro tem se mostrado “subserviente” e seletivo em analisar e tomar decisões entendidas como pró ou contra o senador Flávio Bolsonaro – PL, atual candidato da família à cadeira de presidente do Brasil. O noticiário, e as mídias sociais, tem divulgado embate dentro da suprema corte entre o ministro André Mendonça e o ministro Alexandre de Morais devido denúncias contra o senador candidato principalmente no escândalo do Banco Master e o telefonema do senador Flávio Bolsonaro – PL pedindo R$134,0 milhões para financiamento do filme, que ainda não foi apresentado seja em território nacional ou no exterior. Ainda, divulgam que parte desse recurso pode ter sido utilizado para manutenção do ativismo de Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado, através do “tarifaço” contra o Brasil, bem como compra de mansão no Texas – USA e o “Green Card” do Eduardo Bolsonaro e Família para permanência nos Estados Unidos da América sem grandes complicações. Entende-se que o ministro tem demorado para avançar nas investigações contra a família Bolsonaro e atuando “politicamente” para “favorecer um candidato” fato repudiado por outros ex-membros do STF e que defendem, inclusive, a retirada da relatoria do ministro Mendonça em casos que envolvem a família Bolsonaro. Um grupo de ex-ministros do STF elaborou documento onde cita que “essa é mais aguda crise” ao retratar o momento e também que: “Quem compromete a própria integridade fere também a confiança depositada na instituição. O STF é maior do que todos e que cada um de seus ministros”. Dessa maneira, passa ao largo do entendimento da sociedade a importância de entender que o ministro André Mendonça quer se destoar dos demais sendo “Um Homem Supremo” e isso é inadmissível na condição de defensor da constituição.
Lamartine Dourado
Economista e Consultor Tributário
