O cenário político atual demonstra tensão entre políticos do mesmo seguimento, ou seja, da direita. Eles brigam pelo “espólio bolsonarista”. Fica demonstrado uma “pseudo-lealdade” enquanto querem contar com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus ainda seguidores e eleitores. Mas, porque o termo “ainda”? Ora, porque historicamente um político é esquecido só pelo fato de não ter mandato, imagina se estiver preso, inelegível ou envolvido em golpe do mercado financeiro. Segundo notícias nas grandes mídias, investigações sobre o Banco Master, relação financeira do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso, e os senadores Flavio Bolsonaro – PL, Ciro Nogueira – PP, Davi Alcolumbre – União entre tantos outros nomes poderão complicar ainda mais a situação eleitoral da direita. Em algumas rodas de conversas fala-se que grupos próximos ao centrão poderão fragilizar a campanha do senador Flávio Bolsonaro – PL e atuarem pela sobrevivência parlamentar diante da eminente vitória do presidente Luís Inácio Lula da Silva – PT já no 1º turno. A tese mais frequente é que, com a derrota do senador Flávio Bolsonaro – PL haverá uma “debandada” do centrão para a base de governo do presidente Lula – PT. Isso colocará o bolsonarismo em segundo plano para eleições futuras sem o fantasma da família Bolsonaro. O grande medo dos “sangues-sugas” é desgarrar da imagem bolsonarista antes da eleição, mas nos bastidores fazem “campanha de balança”, ou seja, equilibra-se mais com Lula e menos com Flávio. Isso está acontecendo porque as movimentações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro acerca da possível “delação premiada” coloca muitos políticos em pânico devido o estrago que na campanha. Portanto os caminhos a serem percorridos pela direita passam por dilema onde não se vislumbra nome com respaldo suficiente para aglutinar forças e união resgatar o projeto de poder da direita. Dessa maneira o caminho está aberto para que a campanha do PT – Partido dos Trabalhadores continue avançando entre setores antes dominados pelo bolsonarismo e, aos poucos, furando a bolha sinalizando possível vitória em 1º turno. A medir pelos últimos resultados de pesquisas eleitorais, muitos aliados poderão largar a mão do senador. Esperar deve ser o que resta.
Lamartine Dourado
Economista e Consultor Tributário
