Arthur Lira e Rodrigo Pacheco são reeleitos à Presidência da Câmara e do Senado

Continuidade de ambos é considerada positiva para o Palácio do Planalto

Na última quarta-feira, além da diplomação dos novos deputados e senadores, houve também a votação para Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e do Senado, onde os atuais presidentes permanecerão no cargo para o próximo biênio: Arthur Lira (PP-AL) na Câmara e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) no Senado.

Entre os deputados, Arthur Lira fez história, batendo o recorde de votação para a Mesa Diretora da Casa com 464 votos. Vale destacar que Arthur Lira tinha como concorrentes, Marcel van Hattem (Novo-RS), com 19 votos, e Chico Alencar (PSOL-RJ), com 21 votos. Embora antigo aliado do bolsonarismo, Lira acenou para o governo Lula, e reafirmou sua defesa à democracia, tendo sido apoiado pelo Governo Federal à reeleição. Dentro do cenário político, especula-se que Lira, bom cumpridor de acordos, teria sido uma escolha segura de Lula, para evitar um efeito semelhante ao de Eduardo Cunha durante o segundo Governo de Dilma Rousseff. 

Já entre os Senadores, a disputa foi mais acirrada, considerada pelo bolsonarismo como um “terceiro turno das eleições de 2022”, apoiando o senador Rogério Marinho, a expectativa bolsonarista era de criar um foco oposicionista dentro do Senado. No entanto, a vitória ficou com Rodrigo Pacheco, com 49 votos, contra 32 de Marinho. O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) corria por fora, mas retirou a candidatura em apoio a Marinho.

Embora o risco maior ao Supremo Tribunal Federal fosse a vitória de Rogério Marinho, a manutenção de Arthur Lira e Rodrigo Pacheco representa um clima de pressão ao Judiciário, uma vez que ambos manifestaram preocupações ao processo de “politização do judiciário”.

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