Lula em Teresina: ‘Esse genocida não pode se apoderar da bandeira brasileira’

Na capital do Piauí, ex-presidente afirmou que “está tudo mais caro” porque o Brasil está desgovernado. E que Bolsonaro pretende enganar a população com os auxílios eleitoreiros: “Ele acha que o povo é gado”.

São Paulo – No ato público do movimento Vamos Juntos pelo Brasil, nesta quarta-feira (3), em Teresina, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido com bandeiras gigantes do Brasil e do Piauí. Lula disse que se emocionou com a “demonstração de grandeza” do povo piauiense. “Esse genocida não pode se apoderar da bandeira brasileira. Obrigado, Piauí, pelo gesto que fizeram hoje. É uma das coisas mais emocionantes que assisti na minha vida”. De acordo com os organizadores, cerca de 40 mil pessoas compareceram ao evento, na Cidade do Povo.

Nesse sentido, Lula voltou a criticar os auxílios eleitoreiros que o governo conseguiu serem aprovados no Congresso. Ao custo de R$ 41 bilhões, eles passam a vigorar a partir desse mês, mas só valem até o final do ano. “É só até dezembro. Ele aumenta o auxílio para R$ 600, vai (pagar outras verbas) para taxista, para caminhoneiro. Porque ele acha que o povo é gado”.

O ex-presidente renovou sua sugestão de que o povo pegue esse recurso para suprir suas necessidades mais urgentes. “Mas se ele pensa que esse dinheiro vai comprar voto, no dia 2 de outubro, a gente tem que dar uma banana para o Bolsonaro, para que ele saiba que vai cair fora da governança”, disse Lula.

Durante o discurso, o petista listou as razões para o Brasil hoje estar pior do que em 2003, quando chegou à presidência. “O Brasil tem mais desemprego, mais inflação, a taxa de juros está muito alta. A gasolina tá mais cara, o diesel, o gás de cozinha. O feijão está mais caro, o arroz. A carne desapareceu da mesa do povo trabalhador”. Está tudo mais caro, disse. Isso porque o país está “desgovernado”, continuou. “O cidadão que está lá (o presidente Jair Bolsonaro) não está preparado para governar esse país.

“Livros em vez de armas”

O candidato também afirmou que vai “parar com a venda de armas”. “A gente vai distribuir livros. Vai construir escolas (…), vai dar comida, em vez de cavar covas em cemitério. E vai garantir que o povo seja respeitado”, declarou. Além disso, ele também ironizou o programa Casa Verde e Amarela do atual governo. “Cadê as ‘casas verde e amarela’?”, provocou. “Nós vamos fazer o Minha Casa Minha Vida outra vez. E cada um vai pintar a sua casa da cor que quiser”.

Noveleiro

Lula também disse que ficou com “raiva do Tenório, que expulsou de casa a sua esposa, Maria Bruaca”, citando episódio de ontem da novela Pantanal, da Rede Globo. “Tem que dar uma lição naquele machista sem vergonha que não respeitou a mulher por trinta anos”. Em seus discursos recentes, Lula tem feito questão de lembrar que durante o seu governo aprovou a Lei Maria da Penha, reconhecida internacionalmente com uma das melhores leis de enfrentamento à violência doméstica e familiar.

Filhos do Bolsa Família

Também esteve presente no ato o ex-diretor da ONU para a Agricultura e Alimentação (FAO-ONU) José Graziano, um dos idealizadores do programa Fome Zero. Isso porque o programa foi lançado, no primeiro ano do mandato de Lula, em Guaribas, no interior do Piauí. Na época, aquele era o município com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país.

O ex-governador Wellington Dias, candidato ao Senado, contou que o filho da primeira família que recebeu o cartão do Fome Zero, em 2003, hoje atua como advogado. “A política só faz sentido se for instrumento para mudar a vida das pessoas”. Quase 20 anos depois, Dias destacou que o Piauí saiu do Mapa da Fome, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). E que a renda per capita do estado saltou de R$ 2.400 anuais, em 2003, para mais de R$ 20 mil atualmente.

Hoje, o estado também é referência na produção de energia sustentável. A maior usina solar do país, por exemplo, está localizada em São Gonçalo do Gurgueia, a 800 quilômetros de Teresina. Todas essas transformações ocorreram durante os governos de Lula e de Dilma Rousseff. “O homem que mais ajudou o estado do Piauí”, afirmou o ex-governador.

Dentre as realizações no Piauí durante as gestões petistas, foram 52 mil moradias entregues pelo programa Minha Casa Minha Vida, 152 mil famílias beneficiadas pelo Luz para Todos e 51 mil cisternas em todo o estado. Além disso, foram criados 212 mil postos de trabalho com carteira assinada, 39 mil alunos beneficiados pelo Prouni e pelo Fies, e 454 mil famílias incluídas no Bolsa Família.

Vacina antifascismo

Candidato ao governo, Rafael Fonteles afirmou que o Piauí é “o estado mais lulista do Brasil”. Nas últimas eleições, o então candidato Fernando Haddad (PT), apoiado por Lula, teve 77,05% dos votos no estado, contra apenas 22,95% de Bolsonaro.

Ele também afirmou que o Piauí é o estado que tem o maior índice de vacinação contra a covid-19 do país. “Não é coincidência. É consciência do povo e líderes comprometidos com a ciência e a vida. O Piauí é também o estado que está mais vacinado contra o vírus Bolsonaro. Esse estado resistiu bravamente a duas pandemias”. Ele afirmou que seu estado vai ajudar Lula a vencer no primeiro turno, e terminou citando um verso do hino do Piauí. “Vendo a Pátria pedir liberdade, o primeiro que luta é o Piauí”.

Rede Brasil Atual

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