O Canto Solitário do Impeachment!

A câmara de Mauá está, novamente, vivendo momentos difíceis envolvendo o vereador Sargento Simões (Podemos) ao “pedir o impeachment” do prefeito Marcelo Oliveira (PT) por conta de “possíveis irregularidades” na aplicação das vacinas contra o coronavirus. Causou estranheza aos vereadores tal requerimento de abertura de impeachment e a tramitação não obteve apoio de “nenhum” vereador por diversos motivos. Já é de conhecimento dos pares que o vereador Sargento Simões (Podemos) pretende ser candidato à deputado federal nas eleições de 2022. Essa não é a principal “bronca” contra o requerimento pois, ao sentir sua eventual derrota na votação em plenário o mesmo teria insinuado que os motivos estaria na interferência do governo sobre os parlamentares com oferecimento de vantagens financeiras aos mesmos. Inclusive alguns ficaram muito irritados com tal afirmação, sem provas, o que poderia caracterizar “quebra de decoro parlamentar” além de “injúria e difamação”, crime previsto no código penal, levando assim a possível abertura de processo de “impeachment” contra o vereador. Pois é, em meio ao clima quente na discussão (impeachment do prefeito do PT) o parlamentar, licenciado do cargo por conta do regimento (autor do pedido), fez suas insinuações além de cantar versos da música “Pátria Que Me Pariu”, de Gabriel Pensador. O requerimento foi criticado por quase a totalidade dos vereadores, ou seja, 21 votos contra (incluindo seu suplente que assumiu para votar a matéria), 01 abstenção do vereador Admir Jacomussi (Patriota), por questão de respeito ao “princípio da dúvida” uma vez que seu filho e ex-prefeito Atila Jacomussi (SD) sofreu impeachment mas foi absolvido pela justiça por “erros processuais”. É importante a avaliação de mais este caso pois, aos olhos do povo, o dispositivo “impeachment” está ficando sem respeito por falta de clareza técnica na sustentação dos argumentos e, consequentemente fragilizado perante a justiça. A derrota “acachapante” do requerimento regado de “pseudas” afirmações pejorativas criou, para o vereador Sargento Simões (Podemos), uma enorme “saia justa” perante seus pares ao longo de seu mandato. Assim, “O Canto Solitário do Impeachment” é mais um capítulo de constantes vexames na “casa de leis” de Mauá.

Lamartine Dourado

Economista e Consultor Tributário

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