A Saúde Brasileira em colapso após 1 ano de pandemia

A pandemia causada pelo novo coronavírus trouxe uma realidade inimaginável para todos, a ideia de colapso do sistema de saúde, ou mesmo de necessidade de isolamento social pertenciam muito mais aos filmes de ficção científica do que aos debates políticos. No entanto, a covid-19 nos obrigou a tomar medidas rápidas enquanto se espalhava numa velocidade absurda. Passado um ano do primeiro caso confirmado, enfrentamos talvez o pior momento no nosso sistema de saúde, com aproximadamente 2300 pessoas morrendo diariamente. Dito isso, faz-se necessário um balanço, compreender o que ocasionou o colapso no nosso sistema de saúde, como os investimentos nessa área foram aplicados, e por fim, compreender qual foi a visão estruturante que guiou nossas ações nesse período.

Desde março/2020, tinha-se a esperança que o isolamento social serviria para achatar a curva de infectados, e dessa forma, aliviando a demanda pelos leitos de UTI. De certa forma o primeiro mês obteve-se uma média interessante de isolamento, nunca chegando aos 70% indicados pelos governos estaduais, no entanto, algo muito próximo, fato que os hospitais de campanha tiveram um fator importante no primeiro momento. Porém, nos encontramos em março de 2021, e, após uma sequência de descumprimento às regras de isolamento social, nos encontramos com o sistema de saúde em situação extremamente crítica, pela falta de leitos disponíveis, e pelo maquinário inadequado para tratamento de doenças respiratórias.

A PEC 241/55, aprovada em dezembro de 2016, determina um limite de gastos para serviços fundamentais como educação e saúde. A falta de investimentos maiores nas duas principais pastas levou a um sucateamento nos serviços públicos, condicionando os investimentos ao balanço do país, num período de crise econômica, que levou a uma diminuição prejudicial ao Sistema Único de Saúde.

Aliado a essas duas situações, a falta de uma política estruturante que buscasse a ação em conjunto dos Governos Municipais, Estaduais e do Governo Federal, levou a um sentimento coletivo de falta de direcionamento. Com o negacionismo científico fazendo parte dessa equação política, e a guerra de narrativas entre as esferas de poder, o que foi visto foi a emissão de mensagens conflitantes, o que causou uma esfera de insegurança para o povo brasileiro. Em paralelo a isso, podemos apontar a falta de coordenação nacional para a compra das vacinas, atrapalhando o processo de imunização.

A partir disso, precisamos primeiro alinhar uma política que seja capaz de estruturar as bases da saúde, que invista na saúde como precisa ser feito, que tenha a imunização como norte, buscando sempre o aumento do número de leitos e o achatamento da curva de contaminados, sem descuidar da questão social, amparando os trabalhadores com um auxílio, que seja capaz de apoiar a população que mais precisa, garantindo dessa forma, vencer a pandemia.

Vereador Leonardo Alves

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