Afinal, Quem é o Criminoso?

Ao acompanhar o julgamento do STF – Supremo Tribunal Federal sobre a “parcialidade ou não” do ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro no caso do Triplex do Guarujá-SP, foram divulgadas as “facetas de um grupo” que agia com o “pseudo” objetivo de acabar com a corrupção iniciada no Brasil nos anos de 2003 a 2014. Por que esse período? Porque o holofote da mídia definia que “o mal do Brasil” nasceu nesse período. Pois bem, divulgou-se as constantes conversas, e conchavos, entre acusador e julgador, sem que o julgado se defendesse corretamente. Até poderia, como se fez diversas vezes, mas a união entre “acusador e julgador” já tinha selado a culpa do julgado. O objetivo do “grupo de Curitiba-PR” era selar e condenar aquele que poderia voltar ao cenário político. As ponderações da 2ª Turma do STF demonstra quão divididas são as leituras da legislação. “Não se combate um crime praticando outro crime”. Meia verdade, pois onde está a origem do crime? Alguns atrevem-se a dizer que está no planejamento e articulação de resultados. Quando um ministro toma para sí a chancela de “defensor do indefensável” ele está carregando a responsabilidade de também fazer parte do conluio, ou seja, deixa para trás toda sua ética e profissionalismo. A indignação de alguns beirou a irracionalidade por não acreditar que seu colega não considerou a existência de “conversas/grampos telefônicos” onde revela que um grupo se reunia para “burlar o sistema legal”. O ex ministro Sérgio Moro, a mando de alguém, formou um grupo para atacar, julgar e condenar o ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, com isso, extirpá-lo da vida pública, bem como tantas personalidades do seu partido. O que foi revelado pelos grampos de celulares do ex ministro e seus amigos foi estarrecedor aos olhos indignados da sociedade. Portanto a frase “não se combate um crime praticando outro crime” pode cair por terra se o entendimento legal estiver associado ao grave crime cometido, principalmente, por quem tem dever com a legalidade, diga-se justiça. Assim, fica uma reflexão: “Qual o crime foi cometido se antes do julgamento já existem acometimento de crime por quem deveria ser servo da lei”? É um pensamento!!

Lamartine Dourado

Economista e Consultor Tributário

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