Brasília, nós temos um problema

A mais de 300 mil quilômetros de distância da Terra, os três astronautas da missão Apollo 13 precisaram se abrigar no módulo lunar depois de uma explosão na nave principal que impediu o pouso na Lua.

Como se não bastasse, o módulo foi projetado para apenas duas pessoas. Com um passageiro a mais, era preciso fazer uma adaptação no filtro de ar com os objetos disponíveis na nave, do contrário eles morreriam sufocados com o próprio gás carbônico.

Foi quando a equipe na Terra entrou em ação e construiu em conjunto com os astronautas no espaço o artefato apelidado de “caixa de correio” — feito com fitas adesivas, sacos plásticos e pedaços de tubo. A história é bem contada no filme Apollo 13 e revela a importância de um bom trabalho em equipe.

Assim como a equipe da Nasa em Houston, o governo brasileiro enfrenta hoje um problema complexo: como encaixar no orçamento o Renda Cidadã, programa social que vai substituir e ampliar o Bolsa Família, sem derrubar o teto de gastos.

A diferença com relação à missão Apollo 13 é que a coordenação em Brasília está longe de funcionar. Os ministros Rogério Marinho e Paulo Guedes protagonizaram nesta sexta-feira uma nova troca de farpas sobre o programa.

Marinho teria dito que o Renda Cidadã sai “por bem ou por mal”, e Guedes revidou chamando o colega de “desleal” e “fura-teto”.

Vinícius Pinheiro

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