O Racismo Estrutural mais uma vez em destaque

Enquanto as temperaturas estão em baixa no hemisfério sul, lá no norte as coisas estão quentes no tocante a um dos assuntos que mais causam movimentos populares desde os anos 60 com Martin Luther King Jr., pastor batista, e um dos principais líderes negros na luta contra a discriminação racial nos Estados Unidos. Novamente o tema do racismo estrutural volta à tona nas terras do Tio San.
Isso porque no último domingo (23), houve mais um episódio de violência racial e mais uma vez por parte da polícia americana.
O caso se deu na cidade de Kenosha no estado de Wisconsin, onde Jacob Blake, um homem negro desarmado e que estava de costas para os atiradores. Nas imagens que foram gravadas, ele foi agarrado pela camiseta e alvejado por 7 tiros.
Os relatos dizem que Blake estava tentando separar a briga entre duas mulheres, quando viu que não iria ter sucesso, se afastou em direção ao seu veículo, onde se encontravam seus filhos. Embora até o momento o homem sobreviva, ele está paralisado de cintura para baixo e ainda com risco de vida.
Esse conjunto de práticas institucionais, históricas e culturais, que temos visto na América, infelizmente não param por ali. Aqui no Brasil, nesse mesmo mês de agosto, uma juíza da 1ª Vara Criminal de Curitiba, citou repetidamente a cor da pele de um homem negro em uma decisão. A condenação foi para 7 pessoas por organização criminosa. Na sentença em parte diz: “sobre sua conduta social nada se sabe. Seguramente integrante do grupo criminoso, em razão da sua raça”.
No tocante ao caso dos Estados Unidos, fez com que voltassem a ocorrer vários protestos, sendo que até a NBA (Liga de Basquete profissional dos Estados Unidos), anunciasse que os três jogos dos playoffs programados para a noite de quarta-feira (26,) fossem adiados após a decisão do Milwaukee Bucks de não entrar em quadra em sinal de protesto.
Todos esses fatos ocorrem, justamente no mês em que se comemoram 231 anos da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, assinando na França em 26 de agosto de 1789, e que depois foi fonte inspiradora para a promulgação mais tarde, em 1948 dos Direitos Humanos.
Tudo que estamos presenciando nos dão um alerta, de que, ainda há muito caminho a ser percorrido no campo da eliminação do racismo, que estão permanecem vivos nas sociedades, desde o comportamento por parte de alguns policiais, até na justificativa de uma sentença, colocando em questão para a decisão, a cor da pele de um indivíduo, como que isso, por si só fosse suficiente para fortalecer os argumentos de uma condenação.

Lois Gonçalves pré-candidato a vereador em Mauá

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