Por mais cidadania e pelo fim da discriminação racial

A afirmação do autor, cineasta e rapper Will Smith retrata uma crítica às pessoas que não enxergavam o racismo mas que despertou uma consciência após a morte trágica de George Floyd. O racismo está sendo filmado, printado e explicitado nas redes sociais. Não é possível mascará-lo ou disfarçá-lo em tempos de smartphones e câmeras de vigilância.
Vivemos numa sociedade em que permeia na mentalidade dos brasileiros o mito da democracia racial. Denominamos mito tudo aquilo que não é solidificado em fatos, e sim estórias. Há uma estória e outra história acerca do racismo no Brasil. Nos cabe, enquanto departamento público de combate ao racismo e demais discriminações, o trabalho de educar numa perspectiva de solidariedade e empatia para a compreensão da luta do povo negro no Brasil e sua condição de povo guerreiro que enfrentou o poder colonial e desde o fim da escravidão seguiu e segue até os dias atuais na luta por liberdade e reconhecimento de sua humanidade e cidadania. Mas antes de resgatar a história de resistência do negro no Brasil é necessário outros apontamentos que vão na contra-mão do mito da democracia racial.
O que ocorreu com George Floyd, ocorre diariamente em nosso país. A cada 23 minutos um jovem negro é brutalmente assassinado, vítima da violência de Estado. Essa situação não pode ser naturalizada, não podemos nos acostumar com a inferiorização de pessoas por não serem brancas, héteros, cristãs ou ricas. Repudiamos qualquer tipo de discriminação, e neste caso em especial, a discriminação racial, que é uma prática violenta e traumática e é considerado crime ou dependendo da situação, injúria racial.
Na noite do dia 6 de julho, uma pessoa que reside na cidade de Mauá, sofreu discriminação racial, pelo segurança do supermercado Assaí. Ela postou no instagram um vídeo emocionante, demonstrando muita indignação com o constrangimento que sofreu ao ser acusada de estar portando uma arma. Ao ser abordada pra realização da revista a jovem se recusou ao procedimento, pois estava se sentindo injustiçada, discriminada e violentada por essa abordagem.
Como forma de resposta o supermercado, por meio da sua assessoria, publicou uma nota pública em que consta a tentativa com a cliente que sofreu o constrangimento público e que o funcionário envolvido foi afastado do caso até a verificação ser concluída.
O racismo não permanecerá mascarado, não só por conta de filmagens com flagrantes de violência racial, mas também pelo fato do mundo após perder George Floyd não ser mais o mesmo. Vidas negras importam e quem se importa não se conformará com os cúmplices de um crime que precisa ser eliminado enquanto pratica a fim de alcançarmos uma sociedade mais justa, mais igualitária e que respeite a diversidade cultural, étnica e de gênero.
Nós do Departamento de Gerência de Promoção de Direitos, da Secretaria de Justiça e Cidadania, da Prefeitura de Mauá repudia atitudes intolerantes e racistas e se solidariza com Alan. Exigimos justiça! Basta de racismo! Não compactue com a discriminação.
Por Cathiara Oliveira
Educadora Social

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s