A desigualdade social e a econômica são determinantes para as mortes pelo Covid-19

Em países como Estados Unidos e o Brasil, que já são os campeões de casos de Covid-19 no mundo, é quase impossível não falar da desigualdade social e o racismo estrutural, que determinam o maior número de mortes. No Brasil segundo alguns dados. Calcula-se que 75% dos mais pobres são negros, segundo um levantamento realizado em 2018 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No início do surto, o novo coronavírus parecia não poupar ninguém, no entanto como se tratava de uma contaminação que veio de avião, é notório que os primeiros a serem contaminados não pertencessem às classes C e D, porem agora, depois de alguns meses de contaminação que se disseminou em todas as classes, o número se fixa nas classes inferiores que agregam mais os negros no país.

Na cidade de Mauá já ultrapassamos a marca de 650 casos confirmados e mais de 130 mortes nos gráficos anunciados pela administração pública, e certamente, a maioria incluem mais os negros, como determina os dados estatísticos do IBGE.

Lóis Gonçalves vem acompanhando de perto esse quadro, ele adverte que até o mês de maio, o Ministério da Saúde não separava os casos por cor, no entanto, quase um mês e meio depois da confirmação do primeiro caso de Covid-19, e a pressão da Coalizão Negra por Direitos, um grupo de 150 entidades, enviaram um documento ao Ministério da Saúde e às secretarias de saúde de todos os estados, pedindo a publicação da cor, do gênero e dos bairros dos infectados.

Após essa solicitação, os estudos apontaram que há uma morte de negros a cada três hospitalizados pelo vírus. Na cidade de São Paulo, onde há o maior número de casos, os bairros com maior concentração de negros têm mais óbitos pela doença.

Aqui no Brasil, existem apontamentos que revelam que a população negra representa 67% do público total atendido pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Dessa forma, visualizamos que as desigualdades sempre apontam à população negra com maior número proporcional em todas as pesquisas sobre saúde pública, como mais vulnerável à contaminação, seja pela proporção de indivíduos, aliado aos serviços deficitários que temos para atender a população com maiores dificuldades de acesso aos cuidados necessários para lidar com a Covid-19.

O pré-candidato a vereador na cidade de Mauá Lóis Gonçalves ainda revela outra indignação, diz ele: “Todo esse levantamento fica pior, quando associado aos inúmeros casos sobre denúncias que pioram os atendimentos, em virtude dos casos da maior luta que enfrentamos contra o pior vírus conhecido que é a corrupção. Isso envolve a contratação dos Hospitais de Campanha e todas as outras estruturas emergenciais que são contratadas, por todas as partes do Brasil, que agravam ainda mais o quadro já instalado, que envolvem principalmente a população mais sofrida do país, que englobam os pobres e os negros por todo o território nacional”. Finaliza.

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