Em parceria com SENAI, Honda começa a devolver respiradores restaurados ao sistema de saúde de SP

 

Primeiro aparelho consertado foi entregue à unidade de Iracemápolis (SP); outros cinco serão levados, nos próximos dias, a cidades próximas de Sumaré

Uma das oito montadoras que se uniu em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) para recuperar respiradores danificados, a Honda Automóveis começou a devolver os aparelhos em funcionamento esta semana. Os itens que passaram por manutenção tinham desde problemas simples, como o reparo em placa eletrônica, até a confecção de peças novas em impressoras 3D. Cerca de 30 profissionais e parceiros externos estão envolvidos no projeto, segundo a montadora.

O primeiro equipamento em condições de uso, utilizado para tratar pacientes com sintomas respiratórios graves causados pela covid-19, foi entregue ao Pronto Socorro Municipal Santa Cruz, em Iracemápolis (SP). O reparo levou cerca de uma semana, incluindo 48 horas de calibração e testes, após a solução do defeito. Outros cinco respiradores devem ser destinados, nos próximos dias, a unidades de saúde de cidades vizinhas a Sumaré (SP), onde fica a fábrica da Honda.

O diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, lembra que a iniciativa + Manutenção de Respiradores, que começou a operar há duas semanas, é um esforço do setor industrial para reduzir o impacto na saúde e dar condições mínimas de trabalho aos profissionais da área.

“O SENAI treinou e capacitou todas as empresas parceiras para fazer, no prazo mais breve possível, a manutenção desses aparelhos. Estimamos que o Brasil tem, hoje, pouco mais de 65 mil ventiladores. Desses, já identificamos 3,6 mil respiradores fora de operação por problemas de manutenção. Nós acreditamos que esse número possa chegar a cinco mil”, projeta Lucchesi.

Em nota, a Honda Automóveis informou que a fábrica passou por adaptações na linha de produção para atender “as especificações sanitárias necessárias para esse tipo de trabalho”. Ressaltou ainda que, para consertar os respiradores mecânicos, é “preciso contar com equipamentos específicos da área da saúde, como réguas para gases medicinais e tanques de oxigênio”.

Além da Honda e de outras sete montadoras, indústrias do aço e de mineração contribuem para recolher e restaurar os equipamentos hospitalares. Para isso, há 35 pontos de manutenção gratuita espalhados por 19 estados, de todas as regiões do país. A iniciativa conta com o apoio do Ministério da Saúde, do Ministério da Economia, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e da Associação Brasileira de Engenharia Clínica (ABEClin).

Segundo dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), mantido pelo Ministério da Saúde, há mais de 3,6 mil respiradores parados no país por problemas como a falta de manutenção adequada. 700 deles estão em São Paulo, estado com maior número de casos de covid-19.

Investimento em inovação

Além de liderar a recuperação de respiradores fora de operação no país, o SENAI também lançou o edital de inovação para a indústria, que investirá em projetos destinados a prevenir, diagnosticar e tratar a covid-19 e que sejam de aplicação imediata. Isso inclui, por exemplo, a aquisição e a produção de materiais essenciais para o enfrentamento da crise, como álcool em gel e máscaras.

“A nossa atuação será no suprimento de problemas, como os testes rápidos para a detecção da doença. No isolamento, ter uma gama ampla desses testes vai ser de grande importância, bem como a fabricação de ventiladores (respiradores). Estamos focando em ações que vão ao encontro das necessidades da sociedade, do país e da indústria brasileira”, aponta Rafael Lucchesi, que reforça a importância de “salvar vidas”.

O investimento disponível para empresas e startups chega a R$ 30 milhões, se somadas as duas chamadas da licitação, e cada projeto poderá captar até R$ 2 milhões. Para participar do edital de inovação, as proposições podem ser realizadas por meio do WhatsApp, no número (61) 99628-7337 ou pelo e-mail combatecovid19@senaicni.com.br.

Essas e outras ações do SENAI fazem parte da campanha nacional “A indústria contra o coronavírus”, que também conta com a participação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Serviço Social da Indústria (SESI), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e as Federações das Indústrias dos 26 estados e do DF. Mais informações podem ser acessadas nas redes sociais de cada entidade.

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