Pandemias dizem mais sobre nós mesmos do que a doença em si

Doenças, guerras e catástrofes naturais costumam ser vistas como um mal coletivo, em que todos sofrem da mesma forma, independentemente da classe social.

As primeiras vítimas fatais foram trabalhadores da classe média baixa.

Para Denise Pimenta, doutora em antropologia, uma pandemia como essa oferece a oportunidade de escancarar e aprofundar ainda mais questões de classe e gênero no Brasil e no mundo.

Ao analisar os estudos com relação a pandemia e outras epidemias é notório que as mulheres estão mais expostas devido o “Amor Fardo”.

O vírus Ebola na cidade de Serra Leoa afetou mais mulheres do que homens. O fato das mulheres estarem no grupo de cuidados ( “Amor Fardo) .
As mulheres deste grupo cuidam de todos da família e muitas vezes não tem quem dispense esses mesmos cuidados para elas.

É necessário uma preocupação mais relevante ao machismo, que será outro dos problemas sociais do Brasil escancarados pelo novo coronavirus.
A ONU Mulheres já alertou para um aumento de casos de violência doméstica devido ao isolamento social.

Em outras epidemias no Brasil como a Zika as mulheres foram severamente afetadas principalmente na classe mais pobre.

Momentos como esses são muito críticos para as mulheres, muitas podem não fazer parte dos grupos de risco, mas sempre serão parte do grupo de cuidados.
“Amor Fardo” Amor de mãe, filhas, tias, avós amigas em fim, de cuidadora “mulher”.

 

Professora Laudelice de Moraes

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