Com prazo de filiação a terminar em 04 de abril, políticos e dirigentes partidários se movimentam para comporem seus quadros para a disputa eleitoral deste ano.
Para quem achou que o urbanista e arquiteto Edson Agnello, 64 anos, estava fora do jogo, recebeu com apreensão a filiação dele no Partido Social Cristão. O que está sendo articulado para isso ter acontecido. Indagado por nossa reportagem Agnello se mostrou tranquilo e disse: “Não posso ficar isento frente a tudo que está acontecendo, a história não perdoará quem abandonar nossa cidade neste momento.”
Sem esclarecer se será candidato ou não, Agnello disse ter se filiado para que efetivamente possa opinar sobre o pleito deste ano e debater com as demais forças políticas a necessidade de criarmos um olhar diferente sobre a cidade. Para ele, desde o pleito de 2004 quando naquele momento a eleição foi judicializada que a cidade se perdeu na sua essência; citou “a cidade vem se arrastando há anos sem projetos de médio e longo prazo, sem saber para onde quer ir ou o que quer ser”. Disse ainda que, “somos moribundos vagando em um deserto. A cidade tem sede de água, mas também tem sede de honestidade, de caráter, de ética e de outros tantos predicados que possam resgatar sua autoestima.”
Completou enfaticamente: precisamos urgentemente “enxergar o que todo mundo vê de um jeito que ninguém pensou”.
