De Mauá para o debate global pelos direitos das mulheres

Sistema Único de Atenção às Mulheres de Mauá dialoga com debates internacionais sobre prevenção à violência e ao feminicídio

Ao final da primeira semana da 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW70), realizada na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, a secretária de Políticas Públicas para Mulheres de Mauá, Cida Maia, que integra a delegação brasileira a convite do Ministério das Mulheres, fez um balanço de sua participação nas sessões que discutem caminhos para fortalecer a qualidade de vida e a segurança das mulheres em todo o mundo.

Entre os temas de destaque está a ampliação do acesso das mulheres à justiça. Para a secretária, muitas realidades internacionais ainda enfrentam desafios que reforçam a importância da integração institucional construída em Mauá. “Observamos que muitos territórios pelo mundo ainda não dispõem do nível de articulação que conseguimos construir em Mauá, integrando Prefeitura, polícias estaduais, Conselhos Tutelares, Defensoria Pública e o Judiciário, para fortalecer a proteção às mulheres em situação de violência”, afirmou.

Outro ponto central dos debates envolve o avanço da violência digital de gênero, especialmente entre jovens. As discussões abordaram as diferentes formas desse tipo de violência e a necessidade de responsabilização das grandes empresas de tecnologia, que muitas vezes se omitem diante de ataques misóginos contra meninas e mulheres — frequentemente praticados por pessoas do próprio convívio. Também ganhou destaque nas sessões o debate sobre masculinidades e o papel dos homens no enfrentamento à violência de gênero.

Segundo Cida Maia, a dinâmica da CSW70 reúne governos, organismos internacionais, academia e sociedade civil, criando um espaço de troca de experiências e aprendizado entre diferentes países e territórios. “Acompanhar os debates permite perceber como muitos caminhos discutidos aqui dialogam com iniciativas que estamos construindo em Mauá. A CSW70 reafirma algo essencial: políticas públicas não se constroem isoladamente. Elas se fortalecem no encontro entre experiências, territórios e realidades diferentes”, afirmou.

Para a secretária, embora os desafios sejam globais, a transformação acontece no território. “O debate é global, mas a proteção das mulheres começa nas cidades”, concluiu.

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