Em reunião no Consulado Brasileiro, Brasil reafirma apoio à ex-presidenta do Chile
Na manhã desta terça-feira (10/03), a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, fez um discurso durante a 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW70), na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, em que reafirmou o apoio a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, para o cargo de secretária geral da Organização, sucedendo António Guterres em janeiro de 2027.
Na noite anterior, a Delegação Brasileira esteve reunida no Consulado Geral do Brasil para definir orientações, reflexões e reafirmar o apoio para Bachelet. Segundo a ministra, “as mulheres estão em todas as políticas, na saúde, na educação, na cultura, na agricultura, no trabalho, na previdência, na assistência social, em todas as áreas. E essas políticas têm a obrigação de colocar orçamento para as políticas das mulheres. Nosso ministério tem dedicação ao serviço de combate à violência contra as mulheres. Hoje foi criada uma rede de integração entre os países, com a presença da Michelle Bachelet, o que fortalece a nossa agenda política de cuidados, a paridade de participação, acesso à justiça, garantia de direitos e contra a violência. São temas que dizem respeito às mulheres e meninas em todo o mundo.”
A secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Cida Maia, integra a Delegação Brasileira, a convite do Ministério das Mulheres. Cida Maia participou da reunião no consulado, representando a Prefeitura e a cidade de Mauá na elaboração e articulação das políticas para mulheres no evento. “A grandiosidade da CSW70 está nos encontros entre mulheres que transformam suas realidades. E é possível quando a realidade é transformada de forma conjunta”, afirmou Cida Maia. A participação se dá com o reconhecimento do trabalho desenvolvido no Sistema Único de Atenção à Mulher de Mauá (Suamm). Durante uma reunião com a Delegação da África, nesta segunda-feira (09/03), a secretária apresentou o Suamm em todas as suas vertentes desenvolvidas pelas equipes da secretaria no município.
O prefeito Marcelo Oliveira explica que ao criar o Suamm foi criado em 2021, o foco era fomentar mecanismos para garantir a autonomia, protagonismo e qualidade de vida de cidadãs do município. “Percebemos que o caminho seria o trabalho integrado e sistematização das ações de todos os setores envolvidos no combate à violência doméstica, como as polícias Civil e Militar, Guarda Municipal, Defensoria Pública, Conselho Tutelar, Ministério Público, o Poder Judiciário, Prefeitura, associações, indústrias, comércio, escolas, empresas e vários outros serviços. E está dando certo, a ponto de termos este reconhecimento pelo Governo Federal e alcançando outros países agora”, afirmou Oliveira.
Somente neste mês de Março, em que os protestos contra o aumento dos feminicídios no Brasil foram ampliados, as equipes da Secretaria têm agenda em quase todos os dias, quando informam homens e mulheres sobre a valorização das mulheres e responsabilização dos homens. No Brasil, 97% dos feminicídios são executados por homens.
