Garis de Santo André agitam bloco “Lixo no Lixo” para incentivar descarte correto de resíduos

Atividade simbólica é promovida na cidade visando também alertar sobre o uso adequado de lixeiras

Santo André, 16 de fevereiro de 2026 – Vem aí o bloco “Lixo no Lixo”, desfilando com consciência ambiental e também trabalhando pelas ruas de Santo André. Formado por garis, esse grupo de foliões traz alegria, ao mesmo tempo em que limpa a cidade e chama a atenção para o descarte correto de resíduos e o uso adequado de lixeiras.

Esse bloquinho simbólico é formado por profissionais que sabem muito bem como nesta época do ano há aumento de materiais jogados irregularmente nas vias, bem como de registros de depredação nas lixeiras. “Infelizmente, em tempo de festa, muita gente joga garrafas, copos e papéis no chão”, diz a servente geral Sineide Barbosa Souza Silva. “Além disso, tem gente que picha ou quebra as papeleiras [lixeiras], que são de uso público e servem para o bem de todos”, complementa Rosana da Silva Bonifacio.

De acordo com o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), 493 papeleiras tiveram de ser substituídas em 2025 devido a depredação, gerando um custo de reposição de cerca de R$ 49 mil. Ao todo, no ano passado, foram instaladas 647 unidades, o que significa que 75% das lixeiras precisaram ser substituídas por causa de destruição.

Os principais motivos para reposição desses equipamentos, por ordem, são: quebra, queima, explosão e furto. Durante as festas de Carnaval, Natal e Ano-Ano, os casos de depredação são ainda maiores.

O secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Santo André, Edinilson Ferreira dos Santos, pontua que as lixeiras são equipamentos públicos fundamentais para manter a limpeza urbana e o meio ambiente equilibrado. “O uso correto e a preservação das papeleiras, como as chamamos no nosso município, são responsabilidades de todos nós. Esses dispositivos trazem maior funcionalidade ao serviço de coleta, organização e limpeza da cidade, contribuindo para a preservação do meio ambiente”.

Furar ou vandalizar as lixeiras são crimes contra o patrimônio público, passíveis de multa em caso de flagrante. Por isso, para que a alegria do Carnaval não se transforme em episódios tristes, a servente geral Andelucia dos Santos Souza Nunes ressalta: “A gente pode curtir uma boa folia, sim, mas sem esquecer de cuidar daquilo que é nosso”.

Com bom humor e gingado, Norma Silva Gomes convida e adverte a todos para participar desse bloquinho. “Bloco Lixo no Lixo. Sujeira não combina com Carnaval. Consciência, sim”, afirma.

-| Texto: Susi Elena

imprensasemasa@santoandre.sp.gov.br / 4433-0142

-| Fotos e vídeo: Divulgação/Semasa

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