Ana Nathalia Macagnam e Maiara Santos da Silva reforçam como conhecimento técnico, análise de dados, digitalização e visão sistêmica são pilares para segurança, eficiência energética e avanço da economia circular
Celebrado em 11 de fevereiro, o Dia Mundial das Mulheres e Meninas na Ciência reforça a importância de ampliar a presença feminina nas áreas científicas e tecnológicas e de valorizar trajetórias que conectam conhecimento acadêmico à transformação industrial.
No Polo Petroquímico do Grande ABC, duas engenheiras da Braskem, petroquímica global que desenvolve soluções sustentáveis da química e do plástico para melhorar a vida das pessoas, representam, na prática, como a ciência é o alicerce da excelência operacional, da inovação e da sustentabilidade no setor químico: Ana Nathalia Macagnam e Maiara Santos da Silva.
Movidas pela curiosidade desde a infância, ambas encontraram na engenharia química um caminho natural para transformar conhecimento científico em soluções concretas. A base teórica construída ao longo da formação acadêmica se tornou ferramenta estratégica no cotidiano industrial.
“Sempre tive interesse em entender como as coisas funcionam e como poderiam ser melhoradas. A engenharia surgiu como a oportunidade de aplicar a ciência de forma prática e gerar impacto real”, afirma Ana Nathalia. Para Maiara, a curiosidade também foi o ponto de partida: “Querer compreender o porquê dos fenômenos e como transformá-los em soluções estruturadas foi o que me direcionou à engenharia química.”
No ambiente petroquímico, onde processos são complexos e interdependentes, a ciência deixa de ser apenas fundamento conceitual e passa a ser instrumento decisório. A interpretação de variáveis de processo, a análise de dados operacionais, a aplicação de modelos termodinâmicos e cinéticos e a utilização de metodologias estruturadas sustentam decisões críticas relacionadas à segurança, produtividade e competitividade.
Segundo Ana Nathalia, conhecimentos como termodinâmica aplicada a sistemas multicomponentes, cinética química, transferência de calor e massa, controle e automação de processos e normas de segurança industrial são determinantes para garantir estabilidade operacional e evolução contínua. “A ciência garante que nossas decisões sejam consistentes e fundamentadas. Ela está presente na avaliação de riscos, na otimização energética, na redução de desperdícios e no desenvolvimento de soluções mais eficientes e sustentáveis.”
Na interface entre ciência e operação, o laboratório assume papel estratégico. Atuando no controle de qualidade, Maiara reforça que os dados analíticos produzidos diariamente são base para decisões que impactam diretamente a planta industrial. “O controle de qualidade é onde a ciência encontra a operação. Cada resultado analítico sustenta decisões relacionadas à segurança do processo, à qualidade do produto e à confiabilidade da produção.”
A leitura crítica de variabilidades, a investigação de causas e a interpretação sistêmica dos processos são competências que exigem domínio técnico e pensamento estruturado. “Entender como cada etapa do processo se conecta amplia nossa capacidade de propor soluções mais completas”, destaca.
A integração entre ciência, tecnologia e digitalização também vem ampliando o alcance da engenharia dentro do Polo Petroquímico do Grande ABC. Iniciativas voltadas à organização de dados, rastreabilidade de informações e melhoria contínua fortalecem a eficiência operacional e reduzem vulnerabilidades. “A digitalização não substitui o conhecimento técnico, mas potencializa sua aplicação. É um movimento constante de aprendizado, estruturação de dados e busca por maior precisão”, complementa Maiara.
A ciência também é protagonista na agenda de sustentabilidade da indústria química. Projetos voltados à eficiência energética, ao desenvolvimento de materiais de base biológica e ao avanço da economia circular demonstram como pesquisa e inovação caminham juntas para reduzir impactos ambientais e ampliar competitividade.
“O desenvolvimento de soluções como o plástico verde, produzido a partir de fonte renovável, é um exemplo claro de como ciência, tecnologia e responsabilidade ambiental convergem”, afirma Ana Nathalia. “Projetar processos com menor consumo energético, reduzir emissões e otimizar o uso de matérias-primas são desafios que só podem ser enfrentados com base científica sólida.”
Para as engenheiras, o futuro da indústria química será ainda mais orientado por dados, automação avançada, inteligência artificial, biotecnologia e química verde. A capacidade de integrar conhecimento técnico, tecnologia e visão sistêmica será determinante para consolidar modelos produtivos mais circulares e resilientes.
Nesse contexto de transformação, a presença feminina nas áreas técnicas representa não apenas diversidade, mas fortalecimento estratégico da inovação. “Representar mulheres na ciência e na engenharia é assumir a responsabilidade de abrir caminhos e ampliar referências”, afirma Ana. “Ambientes diversos são mais colaborativos, criativos e preparados para enfrentar desafios complexos”, complementa Maiara.
Para ambas, incentivar meninas e jovens mulheres a ingressarem na ciência é investir na construção de uma indústria mais inovadora, sustentável e conectada às demandas da sociedade. “A ciência precisa de diferentes perspectivas. Se há curiosidade e vontade de aprender, esse espaço também é seu”, reforçam.
No Dia Mundial das Mulheres e Meninas na Ciência, as trajetórias de Ana Nathalia Macagnam e Maiara Santos da Silva evidenciam que conhecimento técnico, análise estruturada e diversidade são elementos indissociáveis da construção de uma indústria química mais segura, eficiente e preparada para os desafios do futuro.
Sobre a Braskem
A Braskem é uma companhia petroquímica global, orientada ao ser humano, com olhar para o futuro, que cultiva relacionamentos sólidos e gera valor para todos. Oferecendo soluções sustentáveis da química e do plástico para melhorar a vida das pessoas, a petroquímica possui um completo portfólio de resinas plásticas e produtos químicos para diversos segmentos, como embalagens alimentícias, construção civil, industrial, automotivo, agronegócio, saúde e higiene, entre outros. A Braskem acredita que a inovação disruptiva é o único caminho possível para se estabelecer uma nova relação com o planeta, por isso, escolhe agir no presente, promovendo a circularidade do plástico e impulsionando a revolução dos materiais de base biológica. Porque o futuro mais sustentável começa agora — e a indústria tem um papel fundamental nesta construção. Com unidades industriais no Brasil, EUA, México e Alemanha, a companhia exporta seus produtos para clientes, em mais de 71 países, e atua em um modelo de gestão que demonstra compromisso com a ética, de modo a respeitar as normas de conformidade em todos os países e garantir o respeito à competitividade responsável. Mais informações: https://www.braskem.com.br
