Por Marcos Brasil
Nos últimos anos, o mercado de transmissões esportivas online tem sido sacudido por novos players que desafiam os formatos tradicionais. A ascensão meteórica da CazéTV, capitaneada por Casimiro Miguel, abriu um novo caminho de popularidade e engajamento, transformando transmissões de futebol em grandes eventos digitais. Nesse cenário, surge a GETV — e inevitavelmente a comparação é imediata.
De fato, há pontos em que a GETV parece uma espécie de “cópia” da CazéTV. O estilo descontraído das transmissões, a linguagem jovem e o uso intenso das redes sociais para impulsionar o conteúdo seguem a fórmula que o público já conhece. A estética visual e até a proposta de democratizar o acesso a jogos de competições importantes remetem claramente à trilha aberta por Casimiro. Isso, para muitos, gera a sensação de déjà vu: a impressão de que falta originalidade para consolidar uma marca própria.
Por outro lado, seria injusto reduzir a GETV apenas a essa semelhança. O projeto conta com bons profissionais que dão credibilidade ao trabalho. Narradores e comentaristas experientes se somam a novos talentos que trazem frescor ao produto final. A equipe mostra preparo técnico e jornalístico, o que garante qualidade nas transmissões e uma cobertura que vai além do improviso. Além disso, a iniciativa amplia o leque de opções para o público, algo saudável para a concorrência e positivo para o torcedor.
A grande questão é se a GETV conseguirá, ao longo do tempo, se firmar como algo além de um espelho da CazéTV. Inspirar-se em quem deu certo não é um problema em si — o desafio está em construir identidade, narrativa própria e diferenciais que façam a audiência reconhecer: “isso é a cara da GETV”.
Enquanto isso, cabe a nós, espectadores, acompanhar essa disputa que promete movimentar ainda mais o já agitado mercado das transmissões esportivas digitais.
