Interessante, o Brasil passa por conflitos tarifários com a maior potência econômica e bélica do mundo, ou seja, os Estados Unidos da América – EUA de Donald Trump – Republicanos. Não por questões comerciais, como alegava inicialmente, pois a balança comercial entre os dois países está a favor do país norte-americano. Ficou claro que são razões políticas, com cunho intervencionista, o que não cabe nas relações internacionais entre países democráticos. O povo brasileiro está abastecido de informações acerca da tentativa do presidente Trump interferir no processo jurídico do Brasil alegando que Jair Bolsonaro – PL, ex presidente, sofre perseguição da justiça. O ex presidente Bolsonaro deverá responder pelos crimes que está sendo julgado e, se condenado, deverá cumprir pena como todo cidadão que ultrapassa “as quatro linhas da justiça”. Esse artigo remete ao momento em que o Brasil sofre retaliação comercial, sem justificativa, através da elevação em 50% das tarifas nas relações comerciais com os Estados Unidos da América. Mesmo com a revisão e redução de alguns itens ainda existem dificuldades para a comercialização e acarretando desconforto aos empresários no planejamento produtivo e comercialização. “A Mão Invisível”, de Adam Smith, filósofo e economista escocês do século XVIII é referência da corrente liberal. Sua teoria defendia que “o estado não deve intervir na economia para evitar distorções nas relações de mercado”. No entanto, na atual crise, mais uma vez o “Estado” é chamado, pelos empresários, a intervir e socorrer o setor privado, em choque com o “tarifaço” e redução dos lucros. Portanto, é importante registrar que “o empresário se diz ser autossuficiente e renega a função do estado, alegando que a carga tributária é alta e sem retorno à sociedade”. Assim, note-se, toda vez que o setor privado se vê impactado com redução de lucro ele recorre ao estado e esquece a teoria de John Maynard Keynes, economista britânico do século XX pois sua “teoria keynesiana” defende a participação do estado na busca do equilíbrio econômico. Pois é, quando convém, o “empresário liberal” até aceita que o estado lhe socorra com incentivos e redução de impostos. Então, “Adam Smith ou Keynes”?
Lamartine Dourado
Economista e Consultor Tributário
