Cassar Deputado PSOL??

Pois é, brasileiras e brasileiros, tramita na Câmara Federal processo de “Cassação do Deputado do PSOL” envolvido em processo de “falta de decoro parlamentar”. O caso envolve o Deputado Federal Glauber Rocha, PSOL – RJ e foi movido pela Comissão de Ética da Câmara em virtude de ter, supostamente, agredido, à chutes, um cidadão dentro das dependências do legislativo federal. Este cidadão, chamado Gabriel Costenaro, do Movimento Brasil Livre (MBL) fez graves insinuações contra a ex-prefeita de Nova Friburgo (RJ), Saudade Braga, mãe do deputado. Nota-se que à época, a mãe do deputado, encontrava-se hospitalizada, fato que desestabiliza os familiares. Vejamos, o cidadão morador da cidade do Rio de Janeiro – RJ viajou até Brasília – DF em meados de 2024, ano eleitoral para “afrontar, agredir e difamar a genitora do deputado” com objetivos, até aqui, não esclarecidos. O caso foi tratado pela Comissão de Ética da Câmara dos Deputados como ato gravíssimo dentro das dependências da câmara federal. Existem correntes que defendem o ato como “ato explosivo mediante brutal provocação pessoal e familiar” alheio ao seu controle. Pois bem, o deputado já foi julgado pela Comissão de Ética que recomenda sua cassação. O caso será levado à plenário para votação do colegiado. Há quem, principalmente da direita e aliados de Bolsonaro, busque os partidos de esquerda, centro esquerda e até centro para uma conversa e utilizar o caso como “moeda de troca em relação ao PL de Anistia dos condenados de 08 de janeiro de 2023”. É cômico pensar que diante de tantas afrontas contra a população brasileira, como por exemplo, suspeita de rachadinha, verbas de gabinete usadas em fins escusos, emendas parlamentares com destinos obscuros, xingamento mútuo em plenário e que não condizem com a prática do mandato parlamentar, o deputado Glauber Rocha, PSOL – RJ esteja correndo risco de perder mandato. É claro que, como não poderia deixar de ser, muitas pessoas, dos diferentes meios da sociedade, têm declarado apoio ao deputado e trabalhando para que os parlamentares vejam esse caso como “ato impensado em momento de forte emoção” e votem por uma pena branda com possibilidade, inclusive, de advertência e suspensão leve. Enfim, a sociedade observa tal momento com olhar apreensivo, uma vez que seria inédito um deputado perder mandato porque “deu uns chutes em que difamou sua mãe”.

Lamartine Dourado

Economista e Consultor Tributário

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