Ronaldo Pedrosa fala da importância da geração de emprego para pessoas com mais de 50 anos

A busca por emprego não é uma preocupação exclusiva dos jovens, e a geração de emprego para pessoas com mais de 50 anos deve ser vista como uma prioridade em nossa sociedade. Essa faixa etária, frequentemente negligenciada, abriga um vasto oceano de talentos, experiência e habilidades que podem ser ativos valiosos para empresas e organizações.
O preconceito etário ainda é uma realidade em muitos lugares, o que faz com que as oportunidades de emprego para pessoas com mais de 50 anos sejam limitadas. Os estereótipos de que os profissionais mais velhos são menos produtivos, resistentes a mudanças ou tecnologicamente atrasados são injustos e infundados. Na verdade, muitos trabalhadores mais maduros trazem consigo uma riqueza de conhecimento, habilidades interpessoais e uma ética de trabalho sólida que é fundamental para o sucesso de qualquer empresa.

Ronaldo Pedrosa, empresário e vice-presidente da Acibam, acredita que há uma série de benefícios claros em empregar pessoas com mais de 50 anos. “Primeiramente, eles geralmente possuem um profundo conhecimento técnico e uma compreensão aprofundada de suas áreas de atuação, o que pode acelerar a resolução de problemas e melhorar a qualidade do trabalho. Além disso, a maturidade e a experiência de vida desses profissionais podem contribuir para um ambiente de trabalho mais estável e harmonioso”, afirmou Pedrosa.

Para o vice-presidente da Acibam, o grande exemplo da falta de oportunidades para pessoas com mais de 50 anos é a história do Antônio Luiz Ribeiro, uma figura conhecida no polo industrial de Mauá. Ele cansou de participar de entrevistas e entregar currículos em empresas e, de tanto colecionar o “não” como resposta, desistiu de buscar uma vaga nas indústrias e há mais de 20 anos encontrou a renda na informalidade. Desde então, vende café, pães e bolos nas portas das indústrias para os funcionários.

“Embora feliz, a informalidade tira de Antônio não só a possibilidade de uma aposentadoria tranquila, mas também benefícios de quem é registrado e contribui com o governo, como o seguro-desemprego. É por esses motivos que sigo fazendo visitas aos empresários, indústrias, pequenas empresas e comércios em busca de soluções para o problema do desemprego em Mauá. Minha luta é para que sejam gerados empregos para todas as pessoas, sem distinção de idade”, completou Pedrosa.

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