PL chama nova coletiva de imprensa para esclarecer pedido de anulação de urnas
Durante coletiva de imprensa realizada ontem, o presidente do PL (Partido Liberal), Valdemar da Costa Neto, reiterou o pedido de seu partido questionando os resultados da eleição do segundo turno. Após despacho do Presidente do Tribunal Superior Eleitoral Alexandre de Moraes para inclusão dos resultados do primeiro turno na contestação do PL, Neto afirmou que seria “inviável” a discussão dos resultados do primeiro turno por não garantir a todos os envolvidos o “direito à ampla defesa”.
Valdemar ainda afirmou que a eleição não pode se tornar um fantasma, e responsabiliza o TSE por elucidar qualquer dúvida: “Numa democracia temos os poderes. Temos que viver bem e ter uma relação próxima entre si. O que não podemos ter é um fantasma da eleição de 2022, por isso que solicitamos o TSE”. Não se trata de impugnação do pleito: “Não é uma nova eleição, não faz sentido. É uma coisa que envolve várias pessoas. É uma loucura.” Afirmou.
A frase veio após despacho do Ministro Alexandre de Moraes, que solicitou que a petição do PL incluísse os resultados do primeiro turno, uma vez que as urnas contestadas no relatório, foram utilizadas durante a primeira parte do pleito eleitoral. O relatório do partido solicita a anulação de 279.336 urnas no segundo turno, por, segundo documento, “falhas insanáveis”, colocando a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva em cheque.
O documento ainda solicita que só sejam revogados os votos presidenciais, isto é, os votos para governador nas urnas questionadas onde houve segundo turno, não seriam desconsiderados.
Por enxergar má-fé, Moraes estipulou multa de 22,9 milhões de reais ao PL, PP e Republicanos, partidos membros da chapa majoritária. Até o pagamento da multa, os valores do Fundo Eleitoral destes partidos estão bloqueados.
Segundo o atual vice-prefeito Hamilton Mourão, a ação, embora represente duvidas de parte da população brasileira “não vai prosperar”. “Não bastam respostas lacônicas do nosso Tribunal Superior Eleitoral, no sentido de contestar eventuais denúncias ou argumentações.”
