Terminou mais uma eleição no Brasil e foi ao mais acirrada da história com percentuais de vitória ou derrota próximos de 50% levando uma divisão da sociedade. A vitória do ex presidente Luís Inácio Lula da Silva – PT sobre o atual presidente Jair Bolsonaro – PL provocou sentimentos distintos em ambos grupos dos candidatos. Do lado do ex presidente Lula registra-se falas e comentários acerca de “justiça para um homem considerado defensor “do povo mais humilde, dos projetos sociais, das relações internacionais, da preservação ambiental, dos povos originários, e políticas de inclusão”. Ainda fala-se, com muita ênfase, da certeza de que a prisão de Lula permitiu a vitória do atual presidente em 2018 baseado em fake-news. Do lado de Bolsonaro existe um “abismo profundo” com a derrota para o ex presidente Lula. Eleitores de Bolsonaro acreditavam que o “mito” seria eleito diante das ações, mesmo que eleitoreiras, para os mais pobres. A derrota nessas eleições deixa uma marca aos bolsonaristas e com fortes repercussões à imagem pessoal do presidente. Ainda, ele deixou de praticar o “rito democrático” onde perdedor liga para vencedor, admite a derrota e deseja bom governo ao vencedor. Bolsonaro, no alto de sua truculência recolheu-se à escuridão, assim que o presidente do TSE – Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Morais, divulgou o resultado da eleição e proclamou o ex presidente Lula como vencedor. A cena do palácio da alvorada “totalmente escuro”, pós eleições, vai ficar marcado na mente do povo pois reflete o “estado de espírito”. Para completar, o espírito de derrota é observado a partir do silêncio de Bolsonaro, bem como de parcelas extremamente pequena de apoiadores radicais e que ocupam trechos de rodovias impedindo o transito de caminhões que transportam alimentos, medicamentos e insumos de vacinas criando transtornos possíveis e imaginários. Ainda e mais grave, participantes deste movimento impunham faixas com dizeres à favor do regime militar. (esse é assunto para outra edição). Assim, muitas “Feridas Eleitorais” ficaram e deverão ser curadas ao longo dos próximos 04 anos.
Lamartine Dourado
Economista e Consultor Tributário
