Segundo a PRF, 25 estados brasileiros possuem alguma via bloqueada, apenas Amapá e Alagoas não possuem registro de ocorrência.
Logo após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vários grupos de caminhoneiros ligados a Jair Bolsonaro iniciaram uma série de protestos em todo o território nacional. Embora seja um movimento que não é homogêneo (há defensores da intervenção militar, bem como da realização de novas eleições). Em comum, está a não aceitação da vitória de Lula no segundo turno.
Oficialmente, a campanha não possui uma liderança definida, sendo assim, são grupos que não dialogam em suas reivindicações. Em nota, a Polícia Rodoviária Federal alega ter acionado a AGU (Advocacia-Geral da União) para liberar estradas bloqueadas, adotando as providências para o retorno da normalidade.
Embora relevante, a proporção dos protestos não é a mesma da greve de quatro anos atrás. No entanto, a situação causa preocupação em partes do país pela possibilidade de paralisação completa de algumas rodovias.
O Supremo Tribunal Federal confirmou a decisão do ministro Alexandre de Moraes que exige a liberação dos pontos de bloqueios, estimados em mais de 300 em todo o país.
A determinação responsabiliza a PRF e a Polícia Militar de realizarem os desbloqueios. Moraes também determinou uma multa de 100 mil reais por hora e afastamento do Diretor da PRF Silvinei Vasques caso o mesmo não cumpra a decisão.
Marcos Brasil Almeida para o Tempo Real
