Clóvis Volpi anuncia saída da prefeitura e manutenção de Secretariado durante Governo Provisório

Em live divulgada em suas redes sociais na presença de seu secretariado, Volpi detalha situação após decisão do TSE que cassou sua chapa nas eleições de 2020.

Após decisão tomada pelo Tribunal Superior Eleitoral, que determinou a cassação do mandato de Clóvis Volpi (PL) e Amigão D’orto (PSB), o agora ex-prefeito realizou uma live em suas redes sociais, explicando os fatos que levaram a esta situação nesta quarta.

Segundo Volpi, o motivo do aumento de gastos com profissionais, razão pela qual suas contas no último ano de mandato (2012)  foram rejeitadas e que gerou a cassação de seu diploma como prefeito, se deu pela necessidade de contratação de profissionais de saúde como Médicos e Enfermeiros, tendo em vista a saída da Organização Social responsável pela saúde na época, segundo o ex-mandatário, por “burlar as finanças da cidade”. Ainda segundo Volpi, ele afirma que a decisão foi acertada e relembra os pontos desde o parecer do tribunal de contas: “O tribunal de Contas decidiu por rejeitar minhas contas, e o relatório passou para a Câmara Municipal, os vereadores da época poderiam seguir ou não o relatório, acabaram decidindo por seguir, e acabei ficando inelegível. Após um tempo, conseguimos anular o processo por não ter acesso ao tempo de defesa, anulando o processo da segunda votação”.

Volpi declarou ainda que irá aceitar a decisão da justiça, sem tentar novas apelações: “Não vou brigar com a justiça, não tenho este perfil de brigar com a justiça, jamais o farei” afirmou.

Após relembrar a situação jurídica, Volpi apresentou seu filho, Guto Volpi, presidente da Câmara, que assumirá a cadeira de forma interina até que sejam realizadas novas eleições, anunciou a permanência do Secretariado durante o governo provisório de Guto e voltou a afirmar sobre a dívida de Ribeirão Pires, chegando a afirmar que serão necessários “5 prefeitos” para liquidar a dívida deixada pela gestão anterior. Aproveitou também para reforçar o pedido por apoio ao candidato Thiago Auricchio (PL) à reeleição na ALESP.

Chamou a atenção a ausência do Vice-prefeito Amigão D’orto (PSB) na live e na coletiva de imprensa realizada após a live, segundo Volpi foi uma decisão de D’orto a não participação, escancarando um racha político entre os dois. Vale destacar que Amigão está elegível e pretende lançar candidatura, no entanto, será sem o apoio de Volpi, que anunciou que seu grupo lançará candidatura: “O candidato a prefeito do nosso grupo será com o número 22, disso não abrimos mão, a cabeça da chapa será do nosso grupo”.

A eleição suplementar em Ribeirão Pires tem duas datas previstas pela Justiça Eleitoral, dia 27 de novembro ou 11 de dezembro.

Marcos Brasil para o Tempo Real

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