Embora tenha sua importância, números considerados ‘ruins’ podem ser melhorados em campanha.
Quantas vezes já escutamos que um bom número era a primeira chave para eleição? Principalmente em cargos legislativos, com 5 dígitos (deputados estaduais e vereadores) ou 4 dígitos (deputado federal). Se acreditava que para um número de campanha ser “bom” para o candidato era de fundamental importância a repetição de um dígito, ou mesmo em sequência, o que facilitaria a memorização da população no momento de ir às urnas. No entanto, não é o que aponta alguns profissionais do Marketing Político, que indicam a importância de conteúdo dos candidatos.
De acordo com a lei eleitoral, os números dos candidatos são sorteados durante as convenções, tendo a seguinte lógica: (os dois primeiros correspondem ao número da legenda, o restante completa o número do candidato). Vale ressaltar que quem concorreu na eleição anterior tem direito a manter seu número, caso concorra ao mesmo cargo.
Cada Partido tem seu próprio critério para o sorteio, o que, na prática, acaba considerando fatores como a história do candidato, e a capacitação de arrecadar votos para legenda, popularmente conhecido como “candidato puxa-voto”.
Mesmo os candidatos lutando por boa numeração, as eleições mais recentes provam que o conteúdo que o candidato apresenta é mais importante, tendo em vista a recente mudança no comportamento do eleitorado brasileiro.
Em entrevista para o portal G1, Roberto Rech, autor de inúmeros cursos para políticos e candidatos pelo país, traça um panorama da situação eleitoral: “O eleitor está votando cada vez mais em pessoas, e menos em partidos, o número ficou irrelevante. O eleitor não vota no número, primeiro escolhe e memoriza o candidato, o número vem depois.”
Marcos Brasil para o Tempo Real
