Objetivo de Moscou ao invadir país vizinho foi interromper a aproximação incessante das forças militares da Otan e dos EUA de suas fronteiras no oeste.
A guerra entre Rússia e Ucrânia completa seis meses nesta quarta-feira (24). Em 24 de fevereiro de 2022, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou a chamada “operação especial”. O objetivo era dar uma resposta definitiva à aproximação incessante das forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) da fronteira russa a oeste – ou leste ucraniano.
Diversos analistas independentes alertaram sobre os riscos de levar Moscou a ficar cada vez mais ameaçada pela agressividade com que os Estados Unidos empurravam forças militares ocidentais para mais e mais proximidade das fronteiras da Rússia.
Putin tentou negociar, em vão, até o final de 2021. Todos os seus esforços foram ignorados. Considerado visionário, Henry Kissinger, o já lendário, e ainda vivo, ex-secretário de Estado dos EUA opinou diversas vezes sobre o tema. Segundo ele, a Ucrânia não deveria ser admitida na Otan, o braço armado dos EUA na Europa.
Diante da recusa ocidental em simplesmente dialogar, ao finalmente invadir o país vizinho, Moscou alegou o objetivo de “desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia”, controlada em grande parte por forças militares neonazistas desde a derrubada do governo pró-Rússia em 2014. O presidente Volodymir Zelensky é considerado um fantoche do Ocidente.
Rede Brasil Atual
