Um final de tarde turbulento na política nacional. O Ministro Edson Fachin anula condições de Lula na Lava Jato e petista retoma direitos eleitorais.
No cenário político, o governador de São Paulo, João Doria, trava uma batalha com o presidente Bolsonaro referente a vacina, aliás durante toda a pandemia. Cabe ressaltar aqui que, no segunda turno das eleições de 2018, o governador tucano fez campanha autodenominada “BolsoDoria”. Doria também faz duras críticas ao petista e manteve uma relação muito harmoniosa com o ex-juiz Sergio Moro.
Já o ex-juiz Sergio Moro, que chegou a ser denominado como o “salvador da pátria” por alguns, hoje, trabalha em um escritório renomado que, inclusive, defende a empresa que tanto delatou, a Odebrecht. Com as revelações, Moro ficou isolado e viu sua carreira de possível candidato desmoronar.
Um ponto central na soltura do ex-presidente Lula será a movimentação do centrão que, hoje, faz parte da base do governo. Evidente que estamos há mais de um ano das eleições, contudo a conjuntura de candidaturas proporcionais resultará muito em qual candidato o parlamentar estará alinhado.
Lula poderá ser denominado no cenário político como o salvador não apenas do petismo, mas da esquerda, já que lideranças como Boulos e Ciro reconhecem a ilegalidade da prisão.
Portanto, o ex-presidente terá uma chance ímpar: manter a popularidade, agregar políticos e aliados, formar uma frente ampla pelo Brasil e, principalmente, propor um modelo de governo totalmente diferente do atual, retomando o desenvolvimento econômico, social e plural.
Ressurge a fênix e a esperança.
Gerson Moura
Estrategista Digital
