Desde março do ano passado, milhares de pessoas ficaram sem, ou diminuíram consideravelmente suas rendas.
Medidas de restrição e de fechamento de empresas trouxeram mudanças inevitáveis nas relações comerciais e indubitavelmente afetam também as relações contratuais.
Muitas instituições financeiras vêm suspendendo a cobrança de parcelas de financiamentos contratados, inclusive nos empréstimos pessoais e afins.
Nas relações locatícias, os impactos da pandemia são uma preocupação generalizada.
Nessa relação temos o locatário, que em decorrência dos decretos de quarentena se vê com sua renda drasticamente reduzida ou até mesmo zerada.
Então como reajustar o aluguel? Impossível.
É uma questão simples de matemática, se eu não tenho renda suficiente, não posso aumentar minhas despesas.
Junte-se a pandemia, os aumentos dos preços dos produtos e o aumento dos impostos estaduais.
E para piorar ainda mais essa relação, temos os preços concorrentes, como por exemplo o aumento nas passagens, combustíveis e energia elétrica, esses aumentos impedem que o mercado aqueça e consequentemente anula qualquer ganho.
Nesse momento o importante é sobreviver, ou seja, “não morrer”.
Reajuste de aluguel, quem sabe para o próximo ano.
Josué Bruno de Arruda – Presidente da CDL Mauá.
